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Entre 18,5 e 24,9Normal0
Entre 25,0 e 29,9SobrepesoI
Entre 30,0 e 39,9ObesidadeII
Maior que 40,0Obesidade GraveIII
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Perda de peso após a Cirurgia Bariátrica

Perda de peso após a Cirurgia Bariátrica

Quando se fala em cirurgia bariátrica, a perda de peso é o principal indicador de sucesso, permitindo verificar uma melhora na qualidade de vida. De forma geral, espera-se que o paciente perca em média 40% de seu peso inicial e o mantenha com o passar do tempo.

Existem três tipos de cirurgias bariátricas

  • As que apenas diminuem o tamanho do estômago são chamadas restritivas (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em sleeve). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos.
  • Existem, ainda, as cirurgias mistas, nas quais ocorre um desvio do trânsito intestinal, havendo, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações biliopancreáticas).

No que se refere a nutrição, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia (ou seja, reduz a absorção dos nutrientes), maior a chance de carências nutricionais. Exemplificando: anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vitamina D e cálcio ou até mesmo desnutrição. Ademais nas cirurgias mais disabsortivas, caso o paciente não acompanhe os profissionais indicados ou não siga a orientação destes. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo variável, de acordo com a necessidade de cada indivíduo e com a prescrição médica ou nutricional.

Existem diversas alterações fisiológicas que se seguem às intervenções bariátricas.

As principais se traduzem como uma diminuição da fome e maior saciedade após as refeições principalmente na derivação gastrojejunal em Y de Roux. A gastrectomia vertical (GV) tem um componente de restrição um pouco maior, mas também tem algumas respostas hormonais que contribuem para a menor fome e maior saciedade.

E as operações que privilegiam a má absorção calórica: “switch duodenal” e a cirurgia de Scopinaro tem mecanismos de ação distintos e tem a maior perda ponderal a longo prazo. Porém as complicações nutricionais que se seguem nessas cirurgias a fazem muito pouco realizadas no Brasil e no mundo e não serão discutidas neste artigo. O bypass gástrico e a GV perfazem cerca de 90 a 95% das operações feitas no Brasil e será sobre estas duas que discutirei a perda de peso pós-operatória.

Perda de peso: Bypass Gástrico e GV

O “período de ouro” da perda de peso em ambas bypass e GV são os primeiros 12 a 14 meses de pós-operatório. Onde a imensa maioria dos pacientes pós bypass perde cerca de 30% a 35% de seu peso total e aqueles no pós-operatório de GV perdem entre 25% e 30% de seu peso . Lembrando que a cirurgia de redução do estômago deve ser acompanhada também à reeducação alimentar e atividades físicas regulares. A perda de peso na primeira semana é de 800g a 1 kg/ dia, associando as alterações metabólicas das cirurgias à dieta hipocalórica. No final do primeiro mês, regularmente os pacientes perdem cerca de 8% a 12% de seu peso total. Normalmente entre os meses 18 a 24 a perda de peso é menor e a partir deste período se estabiliza. 

Nunca é demais reforçar que a obesidade por si só é uma condição crônica e progressiva. E que as cirurgias são excelentes formas de tratamento e que a manutenção a longo prazo de alimentação equilibrada. Em conjunto às atividades físicas que são ferramentas importantes para o sucesso a longo prazo de qualquer intervenção seja clínica ou cirúrgica.

Dr. Paulo Reis Esselin de Melo
CREMEGO – 9595
Especialista em Cirurgia Bariátrica .

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