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Definição Obesidade:

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Definição Obesidade:

A obesidade é uma grande epidemia mundial, representando um ônus para a sociedade e para o
sistema público de saúde por associar-se a importante morbimortalidade. A obesidade tem sido definida
como doença crônica associada ao excesso de gordura corporal (acúmulo de tecido adiposo localizado ou
generalizado), com etiologia complexa e multifatorial, resultando da interação de estilo de vida, genes e
fatores emocionais. A definição de obesidade mais utilizada é baseada no índice de massa corporal (IMC),
que retrata o grau de corpulência, porém sem definir exatamente o conteúdo corporal de gordura ou de
massa magra. Mais importante, o IMC não caracteriza o importante aspecto da epidemiologia metabólica e
cardiovascular moderna: a distribuição da adiposidade corporal. A adiposidade localizada na região central
do corpo, mais especificamente a abdominal, está associada a um maior risco cardiometabólico (RCM),
enquanto a adiposidade periférica (membros inferiores) parece ter um papel protetor. Dessa maneira, é
de extrema importância a avaliação rigorosa da anamnese e das medidas antropométricas, como a altura,
peso, IMC, além das circunferências de cintura (CC) e de quadril (CQ).
Aobesidade é definida de forma simplista pelaOMScomo o acúmulo anormal ou excessivo de gordura
corporal, que afeta e prejudica a saúde. Segundo a Portaria nº 424, de 19 de março de 2013, a obesidade
é uma condição crônica e um fator de risco para outras doenças. A Abeso considera a obesidade uma
doença grave, conforme explicitado na sua missão. Conforme Poulain (2013), a obesidade foi oficialmente
integrada à Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990. Anteriormente, ela era considerada
um fator de risco – pois as pessoas não morrem de obesidade, mas, sim, de doenças favorecidas por ela.

A obesidade é uma condição crônica multifatorial que engloba diferentes dimensões: biológica,
social, cultural, comportamental, de saúde pública e política. O desenvolvimento da obesidade decorre
de interações entre o perfil genético de maior risco, fatores sociais e ambientais, por exemplo, inatividade
física, ingesta calórica excessiva, ambiente intrauterino, uso de medicamentos obesogênicos e status
socioeconômico. Sono insuficiente, disruptores endócrinos e microbiota intestinal também podem estar
associados à gênese da obesidade.

2. DADOS ESTATÍSTICOS DA OBESIDADE BRASIL/MUNDO

No mundo,sobrepeso e obesidade afetam mais de 2 bilhões de adultos, e a prevalência quase triplicou
em 40 anos1 . Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, com 18 anos ou mais, estavam acima do peso. Desses,
mais de 650 milhões tinham obesidade. A preocupação com os riscos à saúde associados ao aumento da
obesidade tornaram-se quase universais; os estados membros da OMS introduziram uma meta voluntária
para interromper o aumento da obesidade até 2025.
De acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico de 2019 (VIGITEL), a prevalência da obesidade em adultos no Brasil aumentou 72%
nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2018. Mais da metade da população
brasileira, 55,4%, tem excesso de peso. Observou-se aumento de 30% quando comparado com percentual
de 42,6% no ano de 2006. A prevalência de excesso de peso tende a aumentar com a idade e diminuir com
a escolaridade15,16 . Na população negra, a prevalência de excesso de peso em 2018 era de 56,5% e de
obesidade, de 20%.

3. DEFINIÇÃO DE IMC E COMO CALCULAR

O índice de massa corporal (IMC) é o cálculo mais usado para avaliação da adiposidade corporal. O
IMC é um bom indicador, mas não totalmente correlacionado com a gordura corporal. É simples, prático,
sem custo. Ele é calculado através da divisão do peso em kg pela altura em metros elevada ao quadrado
(kg/m2
).
O IMC não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo ser menos preciso em indivíduos
maisidosos, em decorrência da perda de massa magra e diminuição do peso, e superestimado em indivíduos
musculosos. O IMC não reflete a distribuição da gordura corporal. [1]
Diante disso, é indicado utilizar o IMC com outras medidas da distribuição de gordura, a fim de
minimizar os problemas do uso do IMC isolado.

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