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Entre 25,0 e 29,9SobrepesoI
Entre 30,0 e 39,9ObesidadeII
Maior que 40,0Obesidade GraveIII
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Obesidade e Diabetes Gestacional

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Obesidade e Diabetes Gestacional

Durante a gravidez ocorrem adaptações na produção hormonal materna para permitir o desenvolvimento do bebê. A placenta é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas materno, dentre outros mecanismos, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro de resistência à sua ação.   

Entretanto em algumas mulheres, este processo não ocorre e elas desenvolvem quadro de diabetes mellitus gestacional (DMG ou “GDM” em inglês = Gestational Diabetes Mellitus), caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo (macrossomia fetal) e, conseqüentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Em síntese o DMG,  independente do índice de massa corporal materna, está associado com aumento da probabilidade de obesidade nos filhos entre as idades de 9 a 11 anos, sugere o Estudo Internacional de Obesidade Infantil, Estilo de Vida e do Ambiente (ISCOLE) feito com mais de 4.700 crianças, que foi publicado no dia 11 de agosto de 2013. Liderado por Pei Zhao, MD, Tianjin Women’s and Children’s Health Center, China, em colaboração com pesquisadores da Ásia, Europa, África, Norte e América do Sul.

“Nosso estudo é o primeiro a avaliar a associação entre GDM materno e obesidade infantil usando esses dados difundidos, multinacionais”, escrevem os autores.

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher:

É necessário ressaltar que não é comum a presença de sintomas. Logo, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da  ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância à glicose. Por isso, algumas mulheres têm maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas.

Isto é, são considerados fatores de risco:

  • Idade materna mais avançada
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação
  • Sobrepeso ou obesidade
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Histórico prévio de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional
  • Histórico familiar de diabetes em parentes de 1º grau
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante
  • Hipertensão arterial sistêmica na gestação
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos)

Profilaxia:

Primeiramente, o seu controle é feito na maioria das vezes através de uma orientação nutricional adequada. A gestante necessita ajustar para cada período da gravidez as quantidades dos nutrientes. Inquestionavelmente, a prática de atividade física é uma medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. Entretanto, ela deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contra-indicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.

Ademais aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física tem indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação e o objetivo da terapêutica é a normalização da glicose materna, ou seja, manter níveis antes das refeições menores que 95 mg/dl e 1 hora após as refeições menores que 140 mg/dl. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratada de maneira adequada, irá ter um excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.

Dr. Paulo Reis Esselin de Melo
CREMEGO – 9595
Especialista em Cirurgia Bariátrica .

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